Janeiro em reflexo.

Manoel de Barros me ensinou a olhar de perto as formigas e procurar no céu por estrelas. E nesse prumo, sem rumo, desvencilhei das saudades, desapeguei das distâncias... segui um caminho. Igual a menina de aparelho nos dentes e bochechas redondas, que, aos montes, escreve poemas de beira de estrada. Igual ao moço-sapateiro, que toda vez me deseja um Bom Dia. Manoel me ensinou tantas coisas pequenas... e me entregou tantas caixas vazias. Manoel matéria de poesia. Só fragmentos... aos montes. E mais nada.

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