Festival de Prosa e Poesia do CEDI.

Passo todo dia pela mesma estrada
Vejo sempre os mesmos homens
As mesmas casas
Coisas, plantas e animais
E percebo como o homem é singelo 
E quanto o prazer é eterno
De plantar e colher seus frutos do chão

O que falta para essa mesma estrada
Talvez uma bela enxada
Muita semente, adubo e água
Para matuto plantar seu feijão

Vou seguindo em diante
Dia a dia, no mesmo destino
Pena que a vista não mude
E que o Brasil continue sendo
                            o mesmo pobre menino.

Escrevi esse poeminha em 1999...quase no final do segundo grau...é, naquela época ainda era segundo grau...as coisas mudaram, um pouco...mas as questões agrária e de concentração de renda no Brasil ainda nos empacam a caminhada. Essa semana recebi de um amigo a notícia de que ta roalndo um plebiscito popular sobre os limites de terra no Brasil.

Quem estiver interessado, segue o link: http://www.limitedaterra.org.br/index.php

Comentários

  1. Eu adooro isso aqui! Dá pra ver e ler sua alma.
    Parabéns, Maíra
    Beeijo.

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  2. Que bom te ter por aqui...colhendo flores de maio!!!

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