Às margens de um caminho.

... nas margens do santo antônio, vi um homem andando esguio...nem sei se era gente, se era bicho, ou se era um ser na desgraça de não saber pra onde passa...ou o que diz de outra graça, e até quem sabe um caminho...não, o homem ia sem saber de onde pra onde o chão se perde e só despacha...ou deságua e nunca acaba, calhando de dar numa vida que vai longe, noutra margem da estrada...acho mesmo que ele ia no encalço de um desvio, aquele homem sem brio. ia tanto, e tão vazio, que ele nem me olhou de lado, nem me olhou na fronte...nem viu que eu vinha do outro lado do rio...

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