Passagem.



ele reparava em tudo, caminhando no seu olhar estreito, com aquela fala esguia... de carteira vazia. ele reparava em tudo mesmo... e sempre com um olhar de banda. sempre o mesmo, todo dia... sempre pelo mesmo caminho, pela mesma escultura, ele era aquele igual de todo dia... com a barriga vazia, e sem graça. até a grama... até as horas ele via. reparava em tudo, enxergava quase tudo... pois pouco sabia, que todo dia, sua gravata o seguia, deixando tonta a calçada e a avenida... as duas bobas e loucas de alegria de saber que todo dia, todo dia ele se arrumava e vinha... olhar a cidade, pisar a cidade, amar a cidade.

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