Era uma casa muito engraçada.

"telhado, parede, entrada. ela tinha tudo que precisava pra cumprir prenuncio. tudo. e era boa pra guardar, boa pra existir... era boa, sabe? e ia na vida cumprindo sina, fazendo encontro, cantando baixo... pisando errado. e era distante, sabe? distante e sozinha... mesmo sendo ela toda feita de 'inteirices', toda feita e bem composta. e quase nunca, nunca mesmo, reclamava de tombo ou falta d'água... era calma. de besouro mesmo, nunca reclamava... mas era daí que ela sorria... do susto. e sempre num exagero quase à toa, quase inteiro. era ela toda feito pedra, sabe? bem maciça... roliça e maciça. e nisso tudo, suportava sol, sal, chuva... suportava até ausência em dia de noite fria... é que ela era a própria ausência, sabe? guardada num tipo escuro de estorvo ferido... e era de dar dó. dó daquele mundo de ausência, existindo no completo daquela estranha, sentada no meio do nada... sempre esperando notícia... sempre esperando. mais nada."  

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