Distância.

Quando cheguei aos trinta anos, dei de inventar passarinhos suspensos num mar de águas claras... sem medo e sem trauma. Dei de inventar Iaras, serpentes, saudades.... uma infinidade delas... e um pesar de histórias. Foi aos trinta anos que fiquei (quase) livre de mim e das horas... e descobri como ser feliz sem ninguém por perto. Foi aos trinta anos que eu viajei muitos mundos ausentes, sem amor e sem calma. E foi lá que eu descobri o meu mundo, aos trinta anos... na ausência e na espera. E meu mundo é mesmo um mar deserto, um mar de lama. Mas, foi aos trinta anos que conciliei de mim (corpo, cabelo, poesia e distâncias), e aprendi de mim (corpo, cabelo, poesia e distâncias) a ser puta e a ser santa. Puro drama. E mais nada.

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