Fim de noite.

É no final daquelas noites menos serenas, como essa, como agora, que sinto na alma o monopólio da fala, o assobio do vento. Escorrendo em mim feito tempo, feito troça. Percorrendo, num caminho sem volta, minhas ideias, as mais tortas, minhas vontades... as mais tortas. E todas as saudades perdidas. As mais lindas. Todas elas. Meladas de suor, açúcar e sereno.  Hoje eu descobri que carrego em mim, no final dessa noite insana, todas as dores do mundo, todos os abandonos de amor. Todas as fossas. Todas. E mais nada. 

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