Das coisas que eu vejo.

das coisas que eu vejo... e nunca jogo fora... não me demoro em assoalhos, cacos de vidro ou tempo morto... sou distraída pra desejos... e rápido me esqueço... dessas coisas que eu penso... desses anseios.  tortos. mas, enveredada pra verdade do que a fotografia importa, sou puro prazer e desporto. sou ventania, negritude, pizza fria e muito aconchego... sou a flora doce pro teu beijo... e nada mais disso me importa. pesar já não me importa. ausência me importa... e pras coisas (brutas e feias) que eu vejo pra fora da minha porta... quero sombra marcada em beira de estrada... e México, Kódé, quem sabe o México que há em Oaxaca... quem sabe Dakar do cinema de Sembène... quem sabe... mas, pra além de um tudo, quero mesmo é viver em ti, Carinho... que é a minha casa, o meu ninho. viver em ti, Kódé, é o que já me basta. o que me importa. e das coisas que eu vejo... debaixo da cama, pra além de outros mundos... farei tudo em matéria de poesia. até os fantasmas, até os retalhos... dos acidentes e desertos escondidos em teus olhos, lindos. farei de tudo em verso e prosa. tudo. tudim, Kódé, tudim mesmo, que um dia encostar na gente... tudim mesmo... e mais nada.

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