Ouaga.

Estive em Ouaga para etnografar a cidade-cinema. 
E, por conta disso, olhei com calma pr`aquela tela.
Respirei tudo que encostava em mim. 
Senti todos os gostos da terra. 
E dessa experiência, extenuante, 
percebi que, quando observado,
o ritual se transforma em um espaço
de afirmação de identidades.
Onde se reconstrói qualquer hierarquização. 
Onde se anuncia em pormenores, 
em políticas e contenção de despesas,
qualquer lembrança do passado.
(...)
Quando observado, o ritual vira estrondo de feira,
vira festa... se incendeia e morre. Em mim. Que olha.