Câmera escura de Vermer.

Pela janela da casa, vejo... 
que a rua anda, 
que o tempo anda, 
que tudo anda. 
Menos a saudade enfiada no meu baço. 
No meu peito. 
No meu traço de poeta. 

Tudo anda e passa. 
Tudo. 
Menos você. 
Que esqueceu meu endereço. 
Que esqueceu que eu não te esqueço... 
e nem me chama mais "Lindona...".