Diálogos matutinos.



num dia de muito sol a pino, céu azul e mar sereno, uma cabra olhou pra mim. me mirou nos olhos. me encarou de frente, feito gente. era ela, disfarçada. vendendo doce de jaca, pinga antiga e distribuindo muita desobediência... a danada da cabra! era ela... tirando sarro com a minha cara... nas costas da verde mata! lá pros lados da cidade velha. era ela, séria... era Oyá... sentenciando novos ventos... leves... novos acontecimentos... e um desejo de muito amor e fortuna... era ela, trovejante... virada na mudança boa... pro encontro de encanto... coisa escrita... coisa só de quem quer felicidade... felicidade plena, minha mãe... e mais nada.

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