Mil noites.


"Primeiro, foi assim... e de repente surgiu um poema sem dor.
"As vezes... sonho surto tudo. num mundo abjeto e absurdo.
Para fora de mim. E me divirto com isso.
Faço mesmo um drama com isso.
... e invento mil noites e estradas,
como quem adora repetições,
dia a dia e vento forte."

Depois, assim mesmo... veio vindo outra possibilidade...
outro poema, outra saudade. E eu fui dizendo que...

'As vezes... sonho e surto com tudo. num mundo abjeto e absurdo.
Para dentro de mim. E me divirto com isso.
Faço mesmo um drama com isso.
Como quem sabe tudo. Eu disfarço.
Daí, de repente, elas salpicam umas vontades em mim,
salpicam uns desejos de fortaleza em mim e... bum!
Sororidade... constância. Respeito.
Mulheres negras num abraço sereno e forte.
E como isso importa. Como isso acalma.
Viro a rua... recomeço, e sozinha re-invento mil noites e estradas,
mil e uma possibilidades... como quem adora repetições, 
como quem adora uns sorrisos... o dia a dia... e vento forte.
Não andar só... é possível? Só se for isso.
Generosidade conosco, querência de afeto...
amor de quem quer te ver forte,
porque forte você também as quer ver sempre... e por perto!
Daí elas foram e me disseram... sonoridade na vida, querida... 
afeto...
e mais nada.'

Fim."