Azul profundo.

Isto exposto, instaurado e perpetrado em minha mente, fui ficando assim, meio... azul, meio sombra... sem rosto e sem jeito. É que todas as vezes em que eu não refleti, nem me posicionei, fiquei sem saber qual o meu lugar de fala... quase inadequada... meio ausente. Meio indecentemente exposta... e invisível pra quem me gosta. Tudo na arte da invisibilidade estética... meio trevas, meio calma. Entre fronteiras... e uma imagem da janela do seu quarto. Naquele mar eu descobri que faz parte da manutenção do poder dos outros, o não pensar, a negação de pertença daqueles que são de um grupo oprimido... tipo água, tipo atrito... Isso não quer dizer que as águas, turvas turmalinas, críticas ou acríticas, não sofram. Eu sofro muito, eu perco horas... nos insultos, nas displicências... eu me rebelo... eu fico azul... e faço prosa.

obs.: fotografia tirada por um transeunte, em Arzila, Marrocos.

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