São São-Troça.

Poéticas de quem nunca dorme cedo.
São como chuva...
ou como o vento.

Que me encosta, que me atiça...
e que me coça, que me encosta na boca...
que me roça na boca... feito troça. Fumegante.

[e que repete de novo e de novo e pra sempre]

Feito pano pra vestido na roça...
que daaaaannça.
E que balaaaaaaaannça,
porque é curtinho,
e [às vezes] sujo de lama.

Me chamavam de onça quando eu era criança.

Saudade de um cheiro de terra no meu nariz,
de um galo cantando na minha janela...

Saudade dela.
Que foi-se embora com o Rio,
que foi-se embora de mim...

E hoje em dia, volta só em poesia.
Só em cachoeira, remanso e pé de pequi. Daqueles que cresce aqui,
dentro de mim.

Aquela maravilha de mata. Que me atiça,
que me deixa em brasa nos horários mais impróprios,
mais sem jeito...
Em dia de prazo... ou de muito sol pra praia.

Poéticas de quem nunca dorme cedo.
São... São de um tudo.
Onde escrevo o que penso, contente.

São poéticas... de quem nunca dorme cedo...
São como o folguedo. Ascende tudo por dentro.
Chama, intensa. Você se lembra? Cê se lembra daquela noite?
Daquele rio? Feito alma... que paaaaasssa.
Feito (c)oração e presente. Você se lembra? Só lembra.
Só nunca. Mais nada.

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