Dia de índio.

 
um dia fui na sua casa, bati na sua porta, olhei a vida inteira e fiquei sem saber nada... é que eu nunca fiz besteira.... nunca fiz zoada.... nunca fui de briga, ou quase nada... nesse dia, eu cheguei de mala e cuia,  assustando você e a casa... cheguei de vento em poupa... chegando em revoada.

... e tudo, toda a peregrinação e a rota... tudo porque um dia você que ama, que gira e que entorta, você olhou na minha cara e me disse que eu era mooca (?). agora, que acabou a festa, e que faltou comida... agora que já nem sou mais de tanta briga, to só no espanto... de você, que é da vida... e nem visita, nem faz poema... você já nem me acena. e faz tempo, faz horas que você nem mais me consola... isso tudo, todo o dilema, foi num dia de índio, lá fora da selva... foi tudo numa estrada, que beirava madrugada... esse dia foi lá em Miracema, pertinho do Rio Tocantins.

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