Visagem.



Ser gente sozinha, ou estar em companhia...  feito visagem ou Lampião de Maria Bonita... era coisa que ia e vinha, pra lá e pra cá, nas minhas estórias. Elizângela, Pedro pequeno da cara linda e redonda, duas madames quase novas, outras pessoas, rapaz nem tinha, tinha mesmo é pouco. Fora Seu Francisco, da Bahia. Sentado e rasteiro, quase na minha cintura. A professora que tinha, era uma, e quase moça. De cachorro, irmãos, noivo, carro e cozinha. Contou tudo. Mas, tinha esse estranho. Sem detalhe, sem fortuna. Não fumava, nem bebia, tinha jeito de padre, mas adorava minha tatuagem.  Estávamos todos naquele vagão, todos juntos e sozinhos, uns indo com a vida, outros indo com o trem. Chegamos, paramos. Calamos. Parou o trem. Desci, desceram... todos vendo a vida. E eu vendo as coisas repetidas... mas, já de mais intimidade com aquelas vidas desconhecidas. A mulher de Olinda desceu também. Seguiu ninguém. Nunca mais os vi, nunca mais vi Zenaide também. Nunca mais... e mais nada.

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