dia de sol na estrada.

a conversa, que vinha, não vinha, começou num arremedo mais ou menos assim...quase que uns pensamentos soltos de todos que andavam a mesma estrada. era tipo jornada de dias, pensou ainda, era tipo caminho de inverno: sozinho e, às vezes, nublado. - tipo jornada de mártires. isso aconteceu faz alguns dias, quando nada mesmo me detinha - pensou. na encruzilhada da vida, quase ausência de alma, acabou que pensou mais um pouquinho. - e que massada, parece mesmo prece de capixaba. era coisa de outro mundo essa conversa, e quando viu que nem viu passar o dia, João Miguel era aquele que ainda sorria. E que desgraça de sorriso manso, faltando um pedaço, um cacho. parece mesmo que nascer pra espingarda é coisa de outro mundo, coisa de quem quer andar sem ver paragem, só pra encostar nos braços da nêga, na sensação de sentir (tremenda) saudade.  


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