dia de visita...

um certo caramujo, que andava solto, sem ligeirice ou cartola, me falou ao pôr do dia, que na vida a fantasia é pra quem nunca teve festa... nunca foi a escola. e nesse remelexo de conchas, e casos e rios, quase num vazio de estória, eu pensei - pensei contigo, porque já não consigo mais pensar só comigo - que pra ser devagarinho como antes, e andar sempre em diamantes, eu mesma, eu prefiro o fim do dia - desculpa de quem anda enrabichada... é que já não consigo só... andar só, dormir só... não consigo, eu sozinha comigo. não consigo mais nada. e nesse moído de caramujo, sol e estrada, de saber tudo sobre quase nada... já não consigo nem caçar futuro sozinha... é que gasto a vida num mergulho de luar e cotovia, quase igual ao bem-ti-vi, em dia de paquerar colibri...


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