Bagagem.

O que levo na bagagem é quase coisa de viagem. e, sem receito ou tramóia, levo minha memória. levo minha história embrulhada, minha vontade intocada. e, erguida nas mãos de quem trabalha, levo uma tal felicidade... felicidade de quem sente saudade, de quem não replica bobagem, e vive ao tempo lento. vive na solidão de não depender, de não desejar e só, somente apenas, de só amar. amando este amor num tipo de canto baixo, num tipo de amor pequeno. amor quase esgotado, feito poeira de casa, que produz de quatro em quatro dias as poesias mais bonitas e afobadas. 

Postagens mais visitadas