A ferro e fogo.


"Outro dia, caminhando sem destino e sem maldade, veio a mim uma senhora Saudade, querendo de  mim desespero, ou quem sabe, querendo num dia aquilo tudo que de nada se sabia, qual igual paisagem ou até um consolo. E com soluço de quem beira o desejo, o seu e o meu, qualquer coisa, e de uma mesma qualidade...falava constante a senhora Saudade. Olhei pr`aquela imagem, triste, de dar pena, e pensei com meus botões que bom mesmo era ter ido embora, satisfeito da pessoa que roubou a minha cor, que roubou minha vontade... sem nem deixar em mim coragem. Ponto assim. E cansei de ouvir bobagem. Me despedi sem dilema, e falei, quase num rasgo de história, que Dona Saudade, que arredasse dali, que sumisse, pois saudade tristonha, eu não conheço nem nunca vi. Arreda o pé de mim, falei. Segui sem tropeço, no desajeito de um verso quase perfeito, pra nunca mais parar de rir."

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