Diálogo de quem se ama.

E de repente, começa um desatar de amor pungente...

 - Por que você não me abraça?, ele pergunta enquanto faço uns poemas.
 - Isso também é poesia, sabia?, ele exclama, enquanto faço uns versos bestas, de coisa à toa.
 - Você gosta do que você vê?, ele pergunta, sem querer saber...

Já nem sei se alguma coisa em mim existe fora da vertigem que é viver de amor e calma...

 - Quando olho pra você?, respondo, entre uma rima e uma sina, respondo perguntando de novo.
 - Quando olho pra você?
 - Você gosta do que vê?... pergunta.
 - Eu gosto em tudo quando olho pra você! Entre um olhar e outro, entre um poema e todo o amor que vale a pena... eu gosto em tudo de você. Até seu roncar...da manhã ao anoitecer. Rimei pra mim, sorri pra ele, e tudo em paz.

 Ele faz que dorme, mas acorda e me socorre... da tristeza que é nunca mais acabar um poema... e diz:

 - Escrevi 57 poemas pra você... mas eles foram embora, agora.



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