Da janela da sua casa.


sem poeira ou esperança... sem queixa de nada! todo dia, era ela e ela ria... falava alto de qualquer paisagem verdejante ou mesa farta, falava até do que não se fala antes da janta... mas, ninguém sabia que pelas coxias dos teatros por onde andava, era tudo sem dó, sem dono, sem cortesia... era mesmo um sinal de abandono, a espera de um dia de outono!! e depois de muitos anos... de anos sem estreia ou fantasia, da janela dessa casa é que se via... Margarida desmedida... Margarida assombrada... que mal sabia, que não falava... é que ninguém jamais lhe via, perdida em poesia, nos seus dias de velhice e calma.

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