Sexta de mão fresca.

- Mão gostosa, mão gelada. Que refresca e que acalma... a minha alma...
- Mão de peixe...do jantar. Mão macia pra danar...mão que eu trago pra guardar...mão de peixe do jantar.
- Sabe que eu sou do mar? ...e nessa vida, mão de peixe é pra amar...é mão boa pra aninhar...pr'essa hora do jantar...sabia?
- Sabia! Eu já sabia que de mim, você me tinha, como louça, escova ou tinta, com cheiro de coisa antiga, que se guarda na barriga, de nunca mais recordar... - E foi assim, num vai-vem de conversa, sem esquina nem porta, que a gente, que muito se gosta, dialogou o começo de uma prosa. Coisa de história de quem sempre anda junto, juntando sem desgostar, andando sem se cansar... nessa vida, onde a vida, é o que há... a busca de um lugar, lugar de se aninhar... e foi assim que eu disse sim, e de jantar tivemos peixe, chuchu e camarão...pra acalmar todo e qualquer coração que anda triste e sem razão, numa sexta sem paixão.

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