poética da saudade II


e assim ando numa busca interna de quem nunca acha o dia... nunca esquece as coisas. todas elas... todas murchas, todas secas... todas mortas. tortas, rôtas, guardadas... distantes. inventadas ou expostas... nem sei, sem destino, talvez. todas histéricas, quase partes... quase inteiras essas memórias... e são sempre alguns detalhes, queimados na fotografia, na sapatilha velha, em viagens e sonhos. em saudades... e juras! verdade. pois é no seu olhar, eu juro... é na retina devagar do meu olhar, do meu pedaço de mundo... que se ascende um palpitar bem profundo... de quem te escolhe, te acolhe, te boceja, te deseja e te cria... todo dia. 

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