Tapirapé...

Eu gosto muito do silêncio em volta de mim... dele eu concluo as minhas próprias palavras, os meus próprios desejos... e mais nada. Mas, quando o silêncio é do outro, é do outro que eu concluo... é com o silêncio do outro que eu converso... E, ainda assim, no vazio dessa sala, é no silêncio do outro que eu invento as minhas próprias palavras... Eu gosto do silêncio desses últimos dias de agosto... O silêncio vazio é bom, e alumia os gostos... Mas, a fala que não se cala... nos meus ouvidos é pura serenata!!! É que tem coisa que não se publica, nem pros outros e nem pra vida... Mas, tem silêncios que, quando eu escuto, eu sinto pouco, eu ouço e sinto dúvida... vinda de um vazio quase leve, que lava, como a água. Eu me sinto num fel de ausência, que me invade a alma!! E é esse o tipo de enredo que eu publico só pra mim... em cada vão das minhas mágoas. Silêncio é mágoa? Ou é espera? Me fala!? Eu não gosto do vazio em volta de nós... mas gosto (muito) da estória dos nossos nós... lembra do que havia? silêncio, fala, noite escura, fotografia, banho na beira do rio, poesia... carinho... e mais nada. 

    

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