Da janela da capela... me derreto feito vela.

Da janela da capela, vejo o mundo inteiro. Vejo Dainda, os meninos, o professor... e o festejo. Vejo o sanfoneiro e a viola. Vejo a luz da Lua, que me olha. Até mesmo o brilho do Sol eu vejo, da janela da capela. Um brilho que arde e inflama, em chama (rs), meu afago, meu nariz, minha voz, meu passado. É que o Sol arde e esfola quem só sonha e olha, pra própria alma, a vida inteira... Eeeeeeeeeeeeeeeita, janela da capela! É por ela que eu vejo, e desejo, cada grão dessa terra! É de lá que eu alcanço, com a vista enviesada, da capela atééééééééééééééééééééé a beira do rio. Viu??? Eu vejo um mundo da capela da janela. Vejo Kalunga, estrangeiro, carinho. Um mar de gente, um céu, o rio... tudo eu vejo da janela da capela. Então. Suspiro. Pela demora. Pela saudade que eu sinto. Suspiro. Profundo. E, de repente, me arrepio... vendo você... passar ao longe... nesse passo... demorado... se chegando pro meu lado... num chegar (quase) ressabiado... de quem vem lá do cerrado... pra roubar meu coração. 

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