Vela de Sete Dias.



Oyá,

ontem te acendi uma vela de sete dias...
fiz toda a mandinga: nome, sobrenome, endereço e telefone.
Hoje ela já amanheceu sem chama... sem força, sem vida. Corri na vendinha da quadra, comprei outra, rezei outra, acendi outra.
De sete dias... de muita força...
e fiz toda a mandinga: nome, sobrenome, endereço e telefone. A vela de sete dias ardeu feito quem ama... e o que era pra ser aos poucos, sugou tudo,
se consumiu em fogo, em vida... em gana. E o que era pra ser de sete dias, queimou em duas horas...
O que era pra ser aos poucos, aos prantos,
sem susto e sem falhas...
Se realizou depressa... se consumiu de ânsia. Vela insana. Feito prosa, feito cura...
milagre mesmo essa chama. Agora me diz, você, que é das letras, que é poeta:
- Arder assim é coisa de quem ama?? Me diz, me diz... Ele responde...
- É coisa de quem espera, como a chama... cinema, mãos dadas, mãos nuas... feitiço da Lua.
Candeia. Candura. E mais nada.

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