Sevilla.

Quando me contaram que era na Casa dos Touros que eles se encontravam, fiquei com fome. Fiquei sentindo gosto de presunto de parma, de chamusca de carne, de muamba... de muamba. Quando me contaram que era tudo um amor de tragédia, pedi para sentar um pouco. Achei difícil continuar caminhando pelos labirintos daquela Casa dos Touros, enquanto me contavam sobre amores encontros tardes mouros tragédias e arlequins. Sobre  serenatas e morte. Sobre rendas e paetês. Sentei um pouco e respirei profundo. Eu sabia que quando eu fosse embora da cidade, nunca mais eu esqueceria daquele casal, daquela Casa dos Touros, daquelas portas, daquela arena... dos biscoitos da Francesa... Nunca mais eu esqueceria daquela morte... daquela tarde, naquele dia... em Sevilla, em Sevilla.
 

Postagens mais visitadas