Nin-guém.

Aqui do outro lado do mundo, do outro lado do Rio...
Numa terra bem depois, bem distante... longe.
Onde a estrada alarga, longa.
Onde as águas não crescem...
E o tempo voa.

Às vezes. 

Aqui é mesmo do outro lado do mundo... do meu mundo.
Onde quase não chove... Quase... não chove nunca.
... aqui a barra é muito pesada, sabe?!
E a chapa é quente, muito quente, camarada.

E nin-guém... nin-guém re-co-nhe-ce!
Quem? Quem é esse nin-guém?
A gente? A gente não se reconhece, se beija, se abraça e caminha junto? Nunca? Quem?

Nin-guém enxerga, nin-guém...
Só esquece. Só.

Somos muitos nessa terra fria...
Onde não chove quase, onde não chove quase nunca.

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