Originários.

fotografia tirada na Ciudad da Guatemala, em janeiro de 2011


















quando penso na luta... agradeço àqueles que estão por perto... e lhes digo obrigada pelos caminhos, carinhos... pelos relatos... pelos encontros sagrados! de hoje e de sempre... são muitas as referências ditas durante as conversas... são muitas as trocas... e mais boa, ainda, é esta energia boa de muito boa vontade, de acolhimento e compreensão. de disposição, sabe? pro diálogo da escuta atenta e participativa. isso é muita conquista... afirmação! o que já é de muito afeto... sabe?! é de muita força, mesmo... cê sente? [de fato] às vezes se assusta... às vezes se chora, se encuca. charlottesville relembra o que não se apaga. mato grosso, rio de janeiro relembra... afinal, é todo dia... todo dia, todo dia, todo dia... todo dia nos matam aos montes, feito barata. contudo! seguimos! sigamos. atentos, no fronte-e-e-e-e e em-brasa. porqueee, quemm não vive, nos mata. quem é pura farsa... nos mata. mas, a gente não morre... a gente insiste. resiste. a gente existe, porra. pausa pro respiro. prum suspiro qualquer. pausa pro café. daí, eu lembro das trocas... das conversas, daqueles mais velhos... e escuto e entendo. somos todos povos originários. sabia? somos todos. e estamos vivos. estamos todos. asè.